28 novembro, 2012

Devaneios noturnos.

Madrugadas vazias. Nem tanto agora que tenho uma coruja, mas assim como todos ela cansa e vai embora, e me resta apenas a cama gelada. Deito-me na esperança de adormecer, mas nada acontece. Então eu me vejo sentada na cama, enrolada em minha coberta, com os olhos a perseguir o escuro. Como já de se esperar não encontro nada além do preto, procuro por qualquer sinal de chuva ou de vozes que confirmem que não estou sozinha. Nada. Apenas as vozes em minha cabeça, mas estas eu quero evitar. Hoje espero que não haja esse marasmo noturno. Observando a lua lá fora concluo que não haverá, a sua luz inundará meu quarto involuntariamente e eu terei o que adimirar e manter a mente ocupada.