27 outubro, 2012

Companhia para os café e cigarros


Antes café só seria bom se acompanhado por musica ou por livros. Mas até mesmo os livros que me davam mais prazer, não substituíam a boa conversa. Ou a troca de olhares entre um gole e outro. Então eu, leitora ingênua, sai à procura de companhia para tardes longas, café e cigarros. E nesse meu procurar em caminhos novos, eu encontrei. Encontrei a Ruiva que me serviria de boa companhia. Minha ingenuidade deveria prevalecer, foi o combinado comigo mesma, mas ao ouvir a poesia e a deixar-me senti-la minha malicia me venceu. E por longos meses foi se arrastando o convite escondido na poesia. Não havia café. Não havia cigarros. Não havia conversa. Apenas poesia. Mas à medida que eu deixa a ingenuidade e passava a ser malicia, as palavras se tornavam mais claras, até que eu consegui uma xícara de café. Eu, ela, o café quente e, por mais que os cigarros fossem importantes, haviam sidos substituídos por desejo. Um desejo, não me recordo certeiramente, mas eram de ambas as partes. Curioso. 'É realmente curioso como essas coisas acontecem. '

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