25 setembro, 2012



Nos sentamos na mesa numero 13, não que eu tenha influenciado na escolha, mas digamos que eu a conduzi. Nos observamos por alguns minutos e então começamos a conversar, sobre tudo sobre nada, sobre indiretas e a falta delas e, principalmente, sobre como fomos parar ali sentadas aquela mesa. Afinal, por pura coincidência estávamos no mesmo lugar, na mesma hora. Então ela me pediu para 'escreve-la', demorei um certo tempo até entender que ela queria que eu escrevesse sobre ela. Nunca antes havia recebido tal convite, por tanto aceitei. Fiz um sinal de aspas com a mão para que ela soubesse que começara. ''Já percebeu os olhos castanhos que tem aquela menina? Quero dizer, ouvi dizer que ruivas podem ter a cor dos olhos que bem entendem, mas os dela nasceram tão castanhos. E por "tão castanhos" quero dizer tão perfeitamente normais. O quão clichê soa eu falar dos olhos castanhos da guria, mas outrora haveria de dizer.” Neste momento ela me encarava com um sorriso lisonjeiro e, por ele, tomei minha inspiração. "E o sorriso, nem de longe acho descrição, mas posso afirmar, mesmo que sem aprovação, que vejo perfeição." Fechei as aspas com a mão para indicar meu fim. Me voltei para observa-la e ela estava me encarando com o mesmo sorriso que me inspirara a pouco.

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