25 setembro, 2012

"Me renda, como eu me rendi" Escutei Clarice

"A vida era lenta e eu podia comandá-la. Essa crença fácil tinha me alimentado até o momento em que, deitado ali, no meio da manhã sem sol, olhos fixos no teto claro, suportava um cigarro na mão direita e uma ausência na mão esquerda." Pois bem Caio, se não me falha a memória continua a relatar que choras, porque chorar seria sem sentido e o momento agora era para se fazer qualquer coisa sem sentido. Se me permite uso o seu argumento a meu favor. Uma vez que perdi totalmente. E ela ganhou. Eu resisti até o ultimo segundo, mas quando se tem o psíquico ao teu dispor, se torna extremamente complicado ser vencida. Logo, eu malícia, sou poeta, eu caótica, sou dela. Mas ambos são quase a mesma coisa.

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