13 dezembro, 2011

Ultimo aviso.


Vem a dor, pedaços de um coração estão, literalmente, espalhados pelo chão. A morte tem cheiro de chuva de fim de tarde e neve as 4:00 da manhã, é reconfortante, porém gelada, já a morte com vingança tem um cheiro melhor, ainda cheira a chuva e neve, mas percebesse um pitada de pimenta, que segundo alguns italianos antigos, seria o cheiro do diabo. Talvez seja por isso que a vingança cheira a chuva, neve e pimenta, tem sempre almas que se esquecem quem são. Volta a dor, o que eu fiz ou porque eu fiz? Devia estar cega de tanto ciumes e tanta magoa, não seria a primeira vez que perco a cabeça, mas nunca tinha ido tão longe.
Dessa vez reconheço que errei, mas era tarde demais, ele já estava frio a horas, eu já havia despedaço seu coração, assim como imaginava estar o meu. Suas roupas que eram brancas, a camisa, a calça e até mesmo os sapatos estavam sujos de sangue. Eu não me lembrava de nada que havia acontecido, mas o meu vestido preto também estava sujo com sangue e algo me dizia que não era sangue meu.
Congelei alguns minutos, uma dor forte na cabeça me derrubou no chão e como um filme eu vi todo o que havia acontecido minutos antes. Em outras circunstancia eu diria que ele cavou o própria cova, mas desta vez eu o atrai, usei como isca o que eu e ele mais queríamos: ela, Disse-lhe que me renderia, que não perturbaria mais, que a partir dali seriamos como amigos e como prova convidei-os para jantar, nós três, sentados em uma mesa de jantar, arrumada na minha própria casa, ninguém ousava falar de lembranças vividas com ela. Comemos, conversamos civilizadamente e então era hora de ir embora, esperei a carona dela chegar, esperavamos a dele agora, não poder morar sozinho deve ser tão horrível, mas não era hora para isso tinha que executar meu plano rápido.
Pedi que aguardasse na sala, iria verificar alguma coisa inventada no momento, dirigi-me ao meu quarto, peguei minha mais valiosa relíquia a adaga que herdei de meu avô. Segundo a grande linhagem da família a adaga pula uma geração, portanto avôs passam para seus netos, isso tem seculos, felizmente ou infelizmente isso ainda esta em julgamento, eu herdei a adaga. Conhecida como Ceifadora, pertencia ao membro de uma seita, a qual todos os membros era Ceifadores. Eles julgavam ou julgam, não tenho conhecimento se ainda existe algum, quem merece morrer e então, após escolher a vitima ceifam corpo e alma. "Perfurar o coração e dividi-lo em partes" esta no guia para Ceifadores, sim alguém de minha família pertenceu a seita. Peguei a Ceifadora, dirigi-me ao quadro de força e apaguei toda a casa, ouvi ele chamar meu nome lá da sala algumas vezes, disse que estava tudo bem, que isso acontecia as vezes tirei meus sapatos que faziam muito barulho. Andei calmamente até a sala, estava tão escuro que para quem não conhecesse bem o lugar sairia tropeçando, vantagem para mim que tinha o alvo parado a partir dai. Chame-o pelo nome para que pudesse localiza-lo, no momento em que me respondeu estou aqui pude vê-lo claramente de pé ao lado da luminária, foram alguns passos até ele. Então com tanta facilidade e até certa malicia apertei a Ceifadora contra seu peito, ele arfava e eu apenas parei ao seu lado e sussurrei aos seus ouvidos "Não escutastes os avisos, me provocastes mais do que o tolerável, agora ceifo sua alma e coloco em minha coleção" neste momento ele caiu, retirei seu coração despedacei-o e espalhei pela sala como uma garotinha feliz, escondi minha adaga e guardei um pedaço do coração. Segundos depois voltei a mim. Começava agora uma nova coleção e mal sabia eu que a amaria tanto.

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