22 agosto, 2011

Impossível sem você.


A cena estava perfeita e eu observava os dois conversando, ela tinha um anel na mão e ele um colar onde se lia "Mors omni aetate communis est." em latim, a morte não poupa ninguém. Nos olhos dele o desejo estava explicito, mas a inocência dela não consegui ver. Ele pegou o anel, mas não desviou os olhos dela. Ela sentiu as mãos dele por alguns segundos, mas logo elas se foram e começaram a mexer no anel. Minutos depois consegui sentir a onda de melancolia, agora ela estava triste, a noticia a afetara de tal modo que ela quase chorava em seus braços, ele a abraçou e apertou forte, mas ela conseguiu segurar tempo suficiente para ele se virar e ir embora, afinal porque deixar ele a ver chorar quem ele era pra ver coisa tão pessoal? A voz dele tinha ficado na sua cabeça "não se preocupe Mors omni aetate communis est. a morte não poupa ninguém"
O dia seguinte não foi muito agradável, ela tinha que parar de chorar para prestar atenção na sala de aula, mas a noticia não era a qual ele tinha pensado que era, ninguém havia morrido ou se mudado, ela apenas ia ganhar alguém na vida dela, mas pelo que parece esse alguém tiraria o restinho de vida que ainda lhe restava, como se já não fosse suficiente para ele viver sem toca-la, ainda tinha que viver sem ela, ou assim ele pensava.

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