09 março, 2011

Só o velho medo.




Ter medo de monstros é temer o medo em si, pois o que são monstros se não o próprio medo? Se digo então, que tenho medo de monstros poderia dizer que temo o medo.
Com este pensamento caminhei para a cama verificando cada canto, acendendo cada luz e dizendo a mim mesma que monstros não existiam. Me deitei com as luzes já apagadas, fechei os olhos com todas as força. Repetia pra mim mesma que monstros não existiam, que tudo não passava de medo, comecei a lembrar de você me assustando, dizendo que quando os monstros me pegassem eu me tornaria sedenta por sangue, e não pararia até a ultima gota derramada. E foi quando aconteceu, no meio de tantos sustos e sussurros adormeci e como se isso não bastasse sonhei.
No meu sonho eu estava com um belo vestido branco manchado de sangue, este escorria da boca, das mãos e o mais assustador do buraco que deveria estar o meu coração, você estava ao meu lado segurando o que parecia ser o meu órgão que faltava, este estava todo rasgado e dilacerado. Eu estava com sede muita sede, mas não uma sede normal era uma sede por sangue, como você dissera que estaria. Eu tentei me conter, tentei não te ferir, mas o desejo era mais forte, você começou a correr e brincar com meu coração,e a dor tomou meu corpo. Fechei os olhos para a dor passar e quando abri estava no meu quarto outra vez. O sonho se segui durante algumas noites, mas parou.

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