04 fevereiro, 2011

Amor juvenil.

"Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa."

Clarice Lispector



Eramos jovens quando nos conhecemos ,crianças vulneráveis e vidas sem emoções. Eu me perguntava se o que eu via em você era a verdade ou era umas das suas muitas mascarás, se era umas destas eu não sei, mas sei que gostava. Não fazia sentido o que sentíamos, era algo vulnerável, mas trivial era quente, mas era infantil. Havia faíscas, eu as via, mas não entendia o que era. Essa coisa de amor juvenil é tão trivial e complicada, hora se sabe o que é hora esta na dúvida.

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