27 fevereiro, 2011

Que não seja para sempre noite.


Dor física. Uma sensação de impotência. Raiva e tristeza. E saudade, de algo que ainda nem acabou. É preciso deixar voar - maldito pensamento que ecoa em sua mente. Ensinar a voar. Deixar voar. Nada é para sempre. Desapego. Desapego. Mas de forma imaginária, seus braços a seguram firme, seus joelhos sangram por arrastarem-se pela calçada irregular, implorando por mais algumas horas em sua companhia. Implorando a um deus em que nunca acreditou para que o tempo pare, para que o resto do planeta exploda. Não. Horas não seriam suficientes. Dias. Meses. Anos. Existe para sempre, mãe? Sim, existe. E acreditando nisso como uma criança, é esse o tempo em que deseja ficar com ela. Sem hora marcada. Sem despedidas tão dolorosas. Um até logo que não ficasse engasgado na garganta. Um abraço que não arrancasse pedaços. Um tchau que não terminasse em soluços desesperados ao dobrar a primeira esquina. É pedir demais, mãe? Apenas abrir os olhos pela manhã e enxergar os dela. Voz. Cheiros. Lágrimas. Sorrisos. Ver crescer, envelhecer, morrer como tudo e todos morrem. Sempre. Para sempre, nem que ele não exista, esse maldito sempre. Nem que seja tudo mentira, uma grande farsa, um engano, as pessoas, os sentimentos, a própria vida. Mas por favor. Pelo amor de qualquer migalha de sentimento verdadeiro que exista nesse mundo. É amor sim, e dói muito. Um beijo e sara, mãe? Que amor egoísta é esse que não sabe deixar partir? Mas não há mais lágrimas. O desespero escondeu-se. Não extravasa em rompantes. Escapa devagarinho, dia após dia. Como uma dor no limite do suportável, que não mata, só maltrata. Gostaria de ficar mais um pouco com você - é o máximo que as palavras conseguiam dizer. "O sol também vai embora, mãe. Mas ele volta." Sim. Claro que sim. Mas e as noites, tão longas, o que fazer com elas? O que fazer para não duvidar que a escuridão tem fim? Quando crescer, passa? Sara? Responda. Porque já cresci e ainda tenho medo.

Aquele inverno.


Os dias e as noites eram iguais. As semanas e os meses emendavam-se. Não havia luz, nem expectativas, nem nada que lhe causasse surpresa ou reação. Era como a morte, se não fosse por aquela velha dor conhecida, já atenuada - como uma espécie de tolerância. Aquele foi o inverno que trouxe as noites mais frias de sua vida. Não bastavam roupas e cobertas. A cama parecia feita de gelo. Seus ossos doíam, e as lágrimas em seu rosto eram o que de mais morno havia. Um frio que vinha de dentro. Um vento gelado, gerado no vazio que havia se formado em sua alma. Que soprava sua paz para bem longe, que sussurrava em seus ouvidos terríveis pensamentos. Durante meses, dormia duas, três horas por noite. E eram horas de pesadelos, que a faziam acordar em sobressalto, apavorada e com o corpo todo dolorido. Então ele chegou, como se desconhecesse ou ignorasse o frio. Ele tinha olhos de sol. Recostada em seu peito quente e macio, sentia lentamente seu corpo amornando e relaxando. Ela já não lembrava o que isso significava, sentir sono. Seus dedos, antes doloridos pela força que faziam ao abraçá-lo, pouco a pouco soltavam sua pele, deixando suaves marcas avermelhadas. Tudo a reconfortava: o cheiro, o toque, o calor, o som de sua voz. Mesmo com medo, entregou-se a uma noite escura sem sonhos, nem bons nem ruins. Mas a escuridão já não lhe causava pavor: bastava estender suas mãos para saber que não estava mais sozinha. Para ter a certeza de que o dia iria nascer novamente, sem trazer tanto peso e tanto pânico. Naquele inverno ele devolveu a ela o calor e a claridade. Ele devolveu a ela a vida real. Foi naquele inverno que ele a salvou.

Vai me perder.


Me despedi com um sorriso casual, como se não estivesse me importando. Mas virei as costas já com raiva de mim mesma,porque sei que meu amor é doentio. E tenho de escondê-lo como se fosse um vício, um defeito grave, um distúrbio alimentar. Se eu não tivesse conseguido me conter, teria me ajoelhado na tua frente, agarrado tuas pernas e entre lágrimas e soluços, teria dito "fica, fica. Fica comigo, por favor não vai embora agora, que tenho medo de ficar sozinha, porque quando fico sozinha em um entardecer nublado e frio de domingo tenho vontade de desistir de tudo. Fica agora, eu estou pedindo. Só vai embora quando esse aperto no meu peito passar." Mas eu não disse,e você foi embora achando que eu fiquei bem. Você disse que tem medo de me perder. E você vai me perder.

26 fevereiro, 2011

De vez em quando.


Lembro daquilo que não vivi. Lembro das lembranças dos outros. De como tudo parecia ser tão “menos falso”, quando ouço das pessoas que já viveram mais do que eu aquele velho início de história: “No meu tempo...”
Pode ser chamada saudade daquilo no qual não presenciei, ou apenas sentir falta disso nos dias de hoje. Sentir falta da simplicidade, sentir falta do essencial para viver, que é sempre menos do que agente tem, sentir falta de um obrigado, pelo menor e mais insignificante gesto que possa ajudar a alguém, sentir falta da coragem pra falar as coisas mais simples e importantes que uma pessoa possa ouvir. Sentir falta de “um dia frio, e um bom lugar para ler um livro...”
Sentir falta da coragem de dar uma rosa, fazer uma coisa “careta”, porém bonita, sem se importar com o que o mundo alheio vai pensar de você, e apenas se preocupar com o dono do presente.
Sentir falta de viver um “Romeu e Julieta”, e ser capaz de renegar a tudo, até a própria vida, em troca de um amor que vai além da mesma. Só não sentir falta de uma coisa: A vontade de voltar ao ventre materno e nascer de novo. Acertar onde houve erro, e festejar novamente os acertos.


Autor: Reuel Jonathan

24 fevereiro, 2011

No fim não faz diferença


Fim de festa. Roupas amarrotadas, penteados desfeitos, suor, cansaço.
Elas desceram do salto e eles desabotoaram a camisa. Todos, menos você.
Ficou no canto, observando. Esquadrinhando tudo que eu fazia.
Me assistiu dançar a noite toda, no começo sozinha, mas depois com a agradavel companhia do teu melhor amigo.
Observou cada detalhe, com a mínima precisão, mas não se moveu do canto onde se apoiava.
Apesar de ter visto minha mão esquerda desfilando sem aliança, não fez esforço pra entender. Apenas ficou ali, estático, me olhando como se filmasse um crime, do qual depois me acusaria. E esperou.
Esperou até que a festa acabasse, até que todos os carros tivessem ido embora.
Esperou até que ficassemos só nós dois.
Então virou as costas e foi andando. Sem vacilar, sem olhar para trás. Quando chamei seu nome, percebi seu braço descendo junto ao corpo e deixando cair na beira da rua alguma coisa. E essa coisa refletiu a pouca iluminação do asfalto. Cheguei mais perto e reconheci meu nome gravado dentro.
Ali, no meio da madrugada, me deixou sozinha. Sozinha com as nossas alianças, com meu remorso naturalmente passageiro e com minha traição.
Sozinha, como no começo da festa. Pra falar a verdade, não fez diferença.
Antes que o sol raiasse, já estava acompanhada novamente.

By : Leticia Castro.

Vazio cheio interior

Desisti de olhar as estrelas.
De sentir a chuva. Ela me fazia bem...ela me fortalecia.
E me fazia mal. Me despedaçava.
Benção e maldição. E eu queria ser amaldiçoado.
E agora, o que fazer sem estrelas e chuva?
Chegar até o céu perde a graça sem algo para alcançar.
Sair andando por aí perde a graça, sem se levar um bom banho para lavar a alma.
Será que ainda tenho alma? Sim, e não...aquilo era minha alma. Ou parte dela. Ela...não se foi, mas desistir de uma parte de
sua alma é algo exótico, interessante...e...doloroso. Deixa um espaço vazio.
Será que ainda me sobrou algo além do enorme espaço vazio?
Não. Por que não há espaço vazio. Estou apenas considerando-o assim.
O conteúdo ainda reside aqui. Por isso não há como preencher o vazio. Ele já está cheio.
E não sobra espaço para nada. Deve ser isso...tenho um vazio cheio. Deve ser pior que ter um vazio vazio. Podemos encher um
vazio vazio. Um vazio cheio não.
Não sei até quando vou conviver com o vazio cheio... mas no momento é preciso.
Ah, claro, há uma parte ruim disso. É que para tudo falta algo. Tudo fica meio amputando.
Mas os amputados tem dois caminhos:
1- regeneração.
2- sobreviver amputado.
Não faço ideia de qual caminho tomei. Afinal, não tinha luz de estrelas nem rastros de chuva nem nada para mostrar caminho
algum. Tomei qualquer um às cegas. Se eu chegar ao final, entenderei qual foi.
Tenho apenas um palpite sobre o caminho tomado. Esperar que o vazio cheio amputado volte a ser parte do todo. Que a chuva
torne-se tempestade para lavar esse mundinho cinza onde me enfiei. Um mundo com tudo, onde nada agrada totalmente por que
falta uma coisinha trivial. Maldição e benção, as coisinhas triviais e super importantes. Ser maldição ou benção depende
apenas da coisinha estar conosco ou não estar. Por enquanto, ando fraco, sem inspiração, sujo, amputado, e com um vazio
cheio. Mas ainda consigo andar. Ainda consigo respirar. Que recomece o ciclo, e que por favor, não seja igual ao que
terminou.

Escritor: Dija Darkdija

Da melancolia a esperança.


Hoje o tempo foi favorável à minha tristeza. Poderia ser um dia lindo e de comemoração, mas aos poucos foi ficando triste e escuro.
Foi uma tempestade de emoções, uma das mais pesadas, que não desejo a ninguém. Dentro de mim não consegui segurar as lágrimas, o céu desabou e meu chão caiu. Por fora o tempo refletia minhas emoções, a chuva caia e ajudava-me a esconder as lágrimas.
Tudo se deu de forma intensa, uma vontade de gritar, chorar, fugir e SUMIR para que pessoas que não tenham culpa sejam penalizadas com o que está acontecendo comigo. A cada pingo de chuva uma cicatriz abria no meu peito deixando marcas de um dia que pretendo apagar da minha memória.
Agora, a chuva passou. Tenho esperanças de um amanhecer lindo e ensolarado. Esperanças de que o vento leve todas as nuvens escuras desse céu e meu corpo volte para mais um recomeçar.

By : Adolescente: Um ser Pensante. (http://adolescentepensa.blogspot.com/)

19 fevereiro, 2011

I need your help.

A impressão que eu tenho é que nunca vai passar
Que a cicatriz não fecha. Que só de esbarrar, sangra

Caio Fernando Abreu


Tenho um grande vazio onde deveria haver um coração, um que batesse com força ao te ver, um coração que sentisse as felicidades do seu sorriso e não um que gritasse de dor a noite, não um coração mutilado e destroçado. Meus amigos me ajudaram a tentar costurar, mas adivinha, o estrago que você fez foi permanente, já cansei de explicar para as pessoas porque eu sou tão chata com amor, já cansei de explicar porque eu não olho nos seus olhos, já cansei de não conseguir falar com você.
Você se fez de vitima nessa historia, mas adivinha de novo quem foi a pessoa mais prejudicada, já que você diz ser tão bom, porque não me ajuda a superar, porque não concerta meu coração e me ajuda a olhar nos seus olhos.

18 fevereiro, 2011

Vale a pena .


Para que vale a pena viver ? Para ser feliz e ser alguém ? Para escutar musica ? Para escrever ? Para matar a saudade da familia ? Para estudar de manhã e dormir a noite ? Ou estudar a noite e dormir de manhã ? Seja qual for o motivo a vida vale a pena.
Vale a pena viver para ver a felicidade de uma criança do jardim de infância correr, pular e brincar. Vale a pena sorrir, vale a pena ter amigos, vale a pena ser amigo.
As vezes a vida vem e te derruba, mas você vai e continua, porque vale a pena continuar tentando, porque, apesar de ser difícil, o presente sempre vale a pena viver. Quando ao passado este passou e o futuro os aguarda.

07 fevereiro, 2011

Me.


eu não sou a mais bonita, nem tenho o mais lindo sorriso. Eu não me pareço com a barbie e não tenho todos os ideais de beleza, eu sonho acordada e choro sem razão. Eu uso perfume doce e prefiro cabelo preso. Eu não saio de casa sem estar me sentindo bem, eu tento ser diferente, mas acabo sendo completamente igual. Eu vou bem em português e não entendo matemática. Eu já fui chamada de perfeita e descobri que a perfeição cansa. Eu já fui a melhor coisa na tarde de alguém, mas que não fez disso a melhor coisa para a minha tarde. Eu posso ser muito querida, mas posso ser insuportável quando eu quero. Eu já fui a garota dos sonhos de alguém. Eu já fiz juras de amor e já chorei por elas. Eu conheço muitas pessoas, mas posso contar nos dedos quem realmente são os amigos de verdade.

05 fevereiro, 2011

Continue


2009 foi o pior ano da minha vida. É engraçado que eu até hoje não sei se a dor passou ou se fui eu que acostumei com ela. O que eu tenho certeza é que eu não quero voltar a ser quem eu fui.- Vulnerável.
Você já se sentiu assim? Como se nada, nem ninguém conseguisse mudar o que você sente? Como se você vivesse literalmente susceptível as circunstâncias que iam acontecendo na sua vida?" Depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim, em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro. "
Eu fiquei cansada de " construir e demolir " fantasias. Dias cheios de altos e baixos. Duvidas frequentes que não saiam da minha cabeça. Esperar ou esquecer ?
Eis que surge o maior dos problemas. Esperar dói, esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores.E quem disse que é fácil esquecer ? E quem disse que é possível ? Sim, esquecer é possível, mas um tanto difícil.
Durante muito tempo chorei e senti saudade da maneira mais humana possível. Mas isso não mudou em nada. Deitei a cabeça no travesseiro e fiquei pensando como seria se pudessemos apagar uma parte da nossa vida. (Acredito que todos já tenham pensado nisso).
Confesso que a tentação de poder apagar tudo aquilo que desencadeou a minha dor foi grande, mas depois de tanto pensar optei por não querer apagar. Com diz o meu preferido " Aprende, aprende, aprende que dói menos. "
No fim de tudo percebi que o certo é lutar e tentar ser feliz.
E uma coisa é fundamental (e dificílima) - Acreditar

É difícil acreditar.


O mundo não é cor de rosa. Papai noel não existe, nem todo mundo é tão legal e confiável assim, fadas não são de verdade, as nuvens não são de algodão doce, que um sorriso nem sempre é verdadeiro, que não é chorando que se resolve, você não mora numa bola de cristal, sonhos são ilusões e você não é imortal.
Você cresce . Não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha do papai. Você perde os amigos imaginários, não vive mais cercada de pessoas que sorriem pra ti, e pessoas querendo te mimar e fazer suas vontades, Até o bicho-papão te abandona. Você não pode mais simplesmente chorar pra não ir na escola, não pode mais morder as pessoas quando se irrita. Ninguém mais limpa suas lágrimas e te põe pra dormir dando beijinho na testa. Você perde todas as regalias e passa a ser responsável pelo que cativou.Você cresce...Você aprende, você erra, você GANHA e você também PERDE.

Insana garota.



Minhas vontades insaciáveis, meu medo avassalador, minhas manias incontroláveis, meu desejo encoberto, minha paixão inacessível, minha amizade volúvel, meu sorriso autêntico, meu abraço de boa fonte, meu olhar cauteloso, meu beijo prazeroso, minha excentricidade, egolatria e melancolia; Não há quem entenda de verdade!

Chego a ser engraçada com essa sensação simultânea de falta e desejo que me assombra. Talvez deva acreditar que o coração só é inteiramente feliz quando bate ao lado de alguém. Curioso. Viciante.
Vivo contrariando minhas promessas e chegando perto do fim, é que eu ainda devo aprender que é impossível respirar de lembranças. Eu gosto das pessoas que eu não consigo controlar. Das impossíveis e difíceis criaturas insanas e contrárias habitantes do planeta em que vivo atualmente. É interessante e intrigante a ideia de que minha mágia não funciona com todo mundo. Talvez essa seja a graça de viver agora e aqui.
Busco explicações no invisível e é no que ninguém consegue ver que mais consigo enxergar a realidade. A própria realidade. Isso não é um máximo? Eu tenho uma.

Ele, com sua Malícia.



Eu não esperava nada de interessante acontecer, até que, te vi surgir, no cantinho da minha tela, no meu msn. Com aquela velha foto de sempre. Que outra vez me fez delirar no mundo inacessível que esconde atrás de seu olhar. Enquanto comentava sobre a minha frase, a minha foto -como fazia de costume- eu estava pensando na falta que ainda me faz. Por ultimo comentou sobre nós, disse algo sobre saudade - aquilo que vem, daquilo que vai - e enquanto jurava sentir minha falta eu jurava não acreditar nisso. Sou consciente sobre ser apenas uma de suas meninas enquanto você é o meu primeiro e único cara; Aqui. Agora. Depois de alguns minutos aguardando a resposta de uma pergunta qualquer, logo saiu. Eu sabia que muito provavelmente partiu em busca de uma "baladinha" cheia de "bebidinhas" e mulheres "bonitinhas".

Minha inocência sempre te agradou e sua malícia sempre me enganou. Há alguns meses atrás eu não me preocupava, agora já não sei quando não faço isso.

Não demoro perceber que "carinhas" como aquele, nunca são o que parecem ser. Ali, com aquelas poucas palavras, ele parece ser o cara ideal. Mas aqui, ele nunca passou de um "desconhecido" em meu coração.
Sabe qual é o meu problema? não saber desfazer.

04 fevereiro, 2011

Insensatas confusões.


Eu sei que voce esta se sentindo pressionado, eu não queria que fosse assim, alias eu não queria “que fosse” eu não te culpo e nem me culpo porque eu não mando no meu coração, eu não sei eu só sei que como melhor amigo eu te amo trezentas vezes mais e não é porque surgiu um imprevisto que a nossa amizade vai fraqueja agora, a gente já passou por muitas coisa juntos pra acaba assim, eu pensei e cheguei a conclusão de que estou confundindo as coisas entre a gente e não é isso que eu quero eu quero que você saiba que nunca, nunca eu deixaria a nossa amizade acaba por causa de um “capricho do meu coração".

Amor juvenil.

"Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa."

Clarice Lispector



Eramos jovens quando nos conhecemos ,crianças vulneráveis e vidas sem emoções. Eu me perguntava se o que eu via em você era a verdade ou era umas das suas muitas mascarás, se era umas destas eu não sei, mas sei que gostava. Não fazia sentido o que sentíamos, era algo vulnerável, mas trivial era quente, mas era infantil. Havia faíscas, eu as via, mas não entendia o que era. Essa coisa de amor juvenil é tão trivial e complicada, hora se sabe o que é hora esta na dúvida.